Olgoi-Khorkhoi – O Verme-da-Mongólia

Agora venho aqui iniciar os posts da categoria “Temporada de caça aos…“, que não é nada mais nada menos do que a categoria que tratará dos mais curiosos e inacreditáveis cryptids [1] inacreditáveis encontrados no estudo da criptozoologia[2].

Para começar essa categoria, vamos logo com um caso relativamente famoso, e igualmente curioso: O Verme-da-Mongólia, chamado também de Olgoi-Khorkhoi (que significa algo como “verme intestino”, em mongol).

O Verme-da-Mongólia é uma criatura de existência ainda não comprovada, que supõe-se que tenha como habitát o Deserto de Gobi, na fronteira da Mongólia com a China. É um cryptid famoso por ter sua exitência muito debatida dentro da criptozoologia, graças aos relatos muito contestados de contatos com a criatura, ou vislumbres da mesma.

Representação ilustrativa do Verme-da-Mongólia feita por Peter Dirkx

Representação ilustrativa do Verme-da-Mongólia feita por Peter Dirkx

A sua aparência lembra a de uma grande minhoca, ou de um intestino vivo, e por isso o nome mongol, “intestine worm”, por vezes confundido com “intestinal worm”, vermes de intestino, que nada tem haver com a criptozoologia.

Relatos mais detalhados da criatura descrevem-na como um verme enorme, entre o,6m e 1,5m de comprimento, com o corpo inteiramente vermelho, com muitos espinhos espalhados pelo corpo, sendo uma criatura venenosa, que seria capaz de espelir ácido sulfúrico pela boca e soltar pequenas descargas elétricas, mas fracas do que as de uma enguia. Também é relatado como uma criatura extremamente agressiva que ataca camelos, cavalos, e até mesmo humanos que estejam passando sobre a superfície do solo onde se encontram.

Muitos cientistas alegam que a existência da criatura é infundada, pois o habitát mencionado possui um clima árido demais, e uma quantidade de comida insuficiente para manter uma população da criatura. Ainda assim, como o Deserto de Gobi é uma das regiões menos exploradas da face da terra, sendo um dos maiores desertos, com seus vastos 1.300.000 km², além de existirem regiões de acesso proibido, especialmente as mais próximas da fronteira entre Mongólia e China, é bem possível que a espécie exista nesses locais.

Outro fator bem consistente para sustentar a hipótese de existência do Verme-da-Mongólia é o fato de que analisando os relatos, os estudiosos creem que os espécimes da criatura hibernariam boa parte do ano, estando “ativo” apenas pelos meses de Junho e Julho, quando ocorrem mais chuvas na região, e os vermes “circulariam” pelo subsolo.

Outros fatores que reforçam a possibilidade de existência do Verme-da-Mongólia é que assim como ele, existem na citada região, espécies de cobras que possuem realmente a capacidade de espelir seu veneno a distância, assim como cobras que possuem a cabeça e a cauda parecidas, para enganar os predadores. A outra característica, de dar descargas elétricas, também é compartilhada com as enguias, apesar de ser algo um tanto quanto difícil de se crer que possua, devido ao habitát desértico, onde a característica seria de pouca utilidade.

Novamente os cientistas recorreram ao pouco embasamento para contestar algumas características, como: o Verme-da-Mongólia é grande demais. Mas considerando-se que existem

Represantação da forma de ação do Orgoi-Khorkhoi

Represantação da forma de ação do Orgoi-Khorkhoi

na Austrália exemplares de minhocas que já chegaram a 2m de comprimento. Outra característica anteriormente divulgada era a capacidade do verme matar a distância, mesmo sem espelir seu perigoso ácido. Novamente o arguemento foi contestado com o fato de que mesmo algumas espécies de cobras reais já tiveram características irreais atribuídas a si, como a cobra que poderia matar uma pessoa, estivesse esta onde estivesse, apenas “mordendo” sua pegada.

Voltando um pouco para o lado histórico, um dos primeiros registros que se tem do olgoi-khorkhoi vem de 1926, do Prof. Roy Chapman Andrews, paleontologista inglês que supostamente inspirou o personagem Indiana Jones. No seu livro On the Trail of Ancient Man, Chapman relatou que nenhum dos habitantes da região afirmavam ter visto uma das criaturas, mas acreditavam firmimente em sua existência e até descreviam minuciosamente suas características.

Depois disso houve algum período de relatos, mas a maior parte da tentativa de pesquisa e exploração foi impedida pelo Comunismo que atuava na região.

Ivan Mackerle, um explorador da Checoslováquia tentou fazer com que o verme viesse à superfície usando explosivos, mas não teve sucesso. Tentou novamente em 2004, fotografar o verme de um avião, mas não achou nada. O mesmo explorador já havia afirmado em junho de 1991, na Fate Magazine, que a criatura matava suas presas por eletrocução.

O Verme-da-Mongólia já foi citado em várias obras relacionadas a criptozoologia, como: The Unexplained(1996), Fortean Studies(1997), Cryptozoology A to Z(1999), The Beasts That Hide From Man(2003).

Poster do primeiro filme de Tremors, com Kevin Bacon

Poster do primeiro filme de Tremors, com Kevin Bacon

Falando de uma experiência pessoal, eu realmente vi muitas semelhanças com os “graboids” da série de filme Tremors, conhecida aqui no Brasil como O Ataque dos Vermes Malditos. Qual não foi minha surpresa ao ver que realmente o Verme foi a inspiração para as criaturas do filme! Para quem gosta de terror americano da década de 90 (apesar do filme 3 ser de 2001) fica a dica, porque além de um bom filme, é também uma boa forma de imaginar algo próximo, ou talvez uma versão mais exagerada, do que seriam os Vermes-da-Mongólia.

Agora fica a dúvida: se o olgoi-khorkhoi existe, o que ele é? Um cobra é a hipótese mais provável devido séries de características semelhantes. Uma espécie de lagarto sem patas, talvez. Ou mesmo um verme, não está excluído.

A verdade é que sem um espécime vivo, uma carcaça morta, um registro gráfico consistente, ou um estudo biológico apropriado, é impossível confirmar a existência de tal criatura, e ainda assim não há como negar que ela pode ser real… Resta perguntar: Você Acredita?

[1] termo dado às criaturas catalogadas e estudadas pela Criptozoologia.

[2] é o estudo de espécies animais lendárias, mitológicas, hipotéticas ou avistadas por poucas pessoas. Inclui também o estudo de ocorrências de animais presumivelmente extintos. A criptozoologia aborda ainda os seus tópicos de um ponto de vista antropológico, procurando relacionar os mitos de várias culturas com animais extintos ou desconhecidos. O termo foi cunhado sobre as expressões cripto- (do grego kryptós, é, ón ‘oculto’) e zoologia (o ramo da Ciência que estuda os animais).

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11 comentários sobre “Olgoi-Khorkhoi – O Verme-da-Mongólia

  1. Isso faz parte do colássico, só acredito vendo (Y)
    Eu só vou dizer que acredito nessa coisa aí quando eu me deparar cara a cara (?) com isso xD

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  2. oO.. concordo completamente com o Shimboo! e me manter reeealmente longe! não quero ver tal criatura, então ele que fique ibernando bonitinho lá onde ele mora.. =D

    beeijoss

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    • Oi Nando.. ASUHAUSHAUH Você provavelmente não vai ver isso, mas obrigada pelo toque, eu tava relendo os comentários, e assim que vi o meu, pensei a mesma coisa quanto ao ‘ibernando’ xD

      um beijo =D

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  3. eu axo que vi esse bicho uma vez mais era bem opegueno nao grande dese jeito parece que olhando pela aparencia ta pra reconhecer mais era bem pegueno.

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  4. Eu acredito realmente que existem.Mas como saberemos se isso é verdade realmente (bom pelo ao menos acredito que eles já existiram um dia ,mas será que eles retornarão a vida?)

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  5. Sempre achei curiosa essa história do verme-da-mongólia. a julgar pelos desenhos que tenho visto, parece estar mais para um anelídeo do que para um réptil. o corpo segmentado lembra muito um anelídeo. além disso, os apêndices na região da cabeça lembram os apêndices que os poliquetos marinhos possuem. Os “espinhos” relatados por supostas testemunhas oculares da criatura, podem ser cerdas quitinosas, característica que remete mais uma vez a um anelídeo. o problema está no fato de que tal ser habita uma região extremamente árida e, considerando que anelídeos terrestres possuem respiração cutânea, o que requer constante umedecimento da pele do animal, a sobrevivência numa região tão árida seria muito difícil, por mais que este animal permanecesse a maior parte do tempo enterrado.

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  6. Ai, credo… concordo com a danda, que eles fiques lá, parados, no canto deles, que não venham encher o saco!
    Po, também, esses cientistas ai, vão lá cutucar o bicho, ele se revolta e mata todo mundo (?)
    Mas fala sério, essa coisa é feia!!!!!

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